Ex-joia do Atlético-PR, Harrison lembra início promissor e agora se aventura em Angola

Meia que surgiu cercado de expectativa foi contratado pelo Petro de Luanda


Harrison é um daqueles casos de jovens que desde muito cedo são tomados por uma imensa expectativa. Surgiu com status de joia no Atlético-PR em 2012 e chegou a encher os olhos do então técnico do Furacão, o uruguaio Juan Ramón Carrasco. 

"É um jogador que gosta do futebol rápido, dinâmico e que tem futuro. Mas, para nós, já é uma realidade", disse o treinador dias após o meia estrear pelo time principal do Furacão, contra o Operário.

Mas, apesar de ter tido bons momentos com a camisa do Atlético-PR naquela temporada, Harrison passou a conviver com lesões e nunca não conseguiu o sucesso que imaginava-se pelo clube paranaense. E, seis anos depois de ter sido apontado como revelação do campeonato estadual, o meia encontra-se em uma aventura daquelas na carreira: defende o Petro de Luanda, de Angola.


"O Atlético-PR foi muito importante na minha formação. Cheguei uma criança e saí um homem. Foram 12 anos ali. Tive oportunidades no profissional, fui a revelação do campeonato estadual em 2012, mas tive algumas lesões que atrapalharam minha sequência. Todo jogador precisa de sequência de jogo para mostrar seu melhor futebol, mas não tenho do que reclamar do Atlético-PR. Tenho muitos amigos lá e sempre será o clube do meu coração. Espero um dia pode voltar e ser campeão", afirma Harrison, atualmente com 25 anos.

O meia brasileiro chegou ao futebol africano no início deste ano após ter passado a temporada 2017 no Rayong, da Tailândia. E, em entrevista ao Blog De Primeira, contou como tem sido os primeiros dias da nova experiência.

"A recepção aqui foi muito boa. Todos me receberam muito bem. Somos quatro jogadores brasileiros por aqui, e a comissão técnica também é brasileira, o que facilita muito. O clube é um dos maiores do país e temos a missão de conquistar o título nacional", conta o jogador, que ainda passou por clubes como Joinville, Metropolitano-SC e Tombense-MG nos últimos anos.


BRILHO NA ESTREIA

Harrison fez a sua estreia no último fim de semana pelo Petro de Luanda, logo na primeira rodada do Girabola Zap, nome da Primeira Divisão do campeonato nacional. E deixou a sua marca na goleada por 4 a 0 sobre o Cubango.

No clube, o meia encontrou outros três jogadores brasileiros: Tiago Azulão, Tony e Diney. Além disso, é comandado por um outro compatriota: Beto Bianchi, treinador que já trabalhou em Espanha, Indonésia, Bélgica, Jordânia e que recentemente dirigiu a seleção de Angola.

"O futebol angolano, assim como o africano, é de muita força e velocidade. Estou me adaptando a isso. No Brasil e na Ásia é um pouco mais técnico do que força, mas está acrescentando muito no meu futebol. Espero me adaptar o mais rápido possível", diz Harrison.



O CLUBE

O Petro de Luanda é um dos principais clubes do futebol angolano e o maior vencedor da Primeira Divisão nacional. Soma 15 canecos contra 11 do 1º de Agosto. O clube, no entanto, enfrenta um jejum de oito anos sem vencer a competição - a ultima vez foi em 2009.

Nos últimos anos, enfrenta vices-campeonatos e campanhas irregulares no Girabola Zap, disputado por 16 clubes atualmente.

O Petro de Luanda, como diz o nome, fica localizado na capital angolana, maior cidade e o principal centro econômico do país. Apesar do pouco tempo por lá, Harrison tem reparado alguns detalhes da evolução de Angola, um dos principais produtores de petróleo do mundo.



"Ainda dá para ver o que a Angola sofreu, mas está passando por uma fase de reconstrução. Tem muitos brasileiros e chineses aqui fazendo isso. Estou me adaptando na cidade, mas está tudo bem", encerra.

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