De volta ao Ceará, Wescley lamenta poucas chances no Japão, mas afirma: "Um aprendizado"


Meia defendeu o Vissel Kobe em 2017 e foi companheiro de Podolski



O ano de 2017 não foi como Wescley esperava. Negociado pelo Atlético-MG com o Vissel Kobe por uma quantia considerável - cerca de R$ 6 milhões -, o meia acabou não tendo sequência e o brilho que imaginava no futebol japonês. Por conta disso, decidiu voltar ao Brasil neste ano para encontrar uma velha casa: o Ceará, clube que havia defendido por empréstimo em 2016.

Wescley foi cedido por um ano ao time cearense e, com isso, vai disputar a elite do Brasileirão neste ano. Apesar de se mostrar feliz no retorno ao Brasil, o meia admitiu ao Blog De Primeira que tinha uma expectativa maior para sua primeira experiência no exterior.

"A primeira temporada ficou aquém do que esperava. Gostaria de ter participados mais das partidas. Mas foi um ano de muito aprendizado. É um futebol totalmente diferente do que jogamos aqui no Brasil, onde eles respeitam muito mais o plano tático do treinador. E, fisicamente, em termos de correria, eles são intensos durante os 90 minutos", conta o jogador de 26 anos.


Wescley chegou ao Vissel Kobe no início da temporada passada. Foi comandado pelo técnico Nelsinho Baptista e teve a companhia de outros dois brasileiros: Nilton, hoje no Bahia, e Leandro da Silva. O meia disputou 19 partidas pelo clube durante todo o ano e não marcou gols.

Ele, no entanto, teve a oportunidade de jogar ao lado de um dos maiores jogadores da história recente da seleção alemã: Lucas Podolski, campeão mundial em 2014. Wescley lembra, inclusive, como era a convivência com o veterano atacante.

"Ele é a grande estrela do time e, com isso, tinha seu privilégio. Ele sempre tinha sua opinião, até por trabalhar anos na Europa em grandes clubes, com grandes jogadores. E talvez ele quisesse que lá todos pensassem como ele, o que é difícil a curto prazo. Mas acho que esse ano ele está bem mais adaptado e enturmado com todos, com os costumes, etc. Até pela língua, a comunicação não era tão boa, mas particularmente foi de boa. Foi bacana estar com um jogador campeão mundial", relata o brasileiro.


Embora não tenha alcançado o sucesso imaginado na Ásia, Wescley ao menos teve a oportunidade morar em um dos melhores destinos do mundo. E o meia contou como foi a primeira experiência no país oriental.

"É um país de primeiro mundo. Pessoas educadas, com cidades limpas. Tudo funciona melhor. Tudo isso foi tranquilo para mim. Só na alimentação que eu não me arrisquei. Mas a cidade (de Kobe) tinha bons restaurantes. No idioma, eu tinha ajuda do meu tradutor e de um amigo que está lá há 12 anos. Mas é muito difícil de se aprender. O básico nos treinos e nos jogos a gente tentava falar", diz.


O RETORNO

Revelado pelo Atlético-MG e cedido pelo Vissel Kobe, Wescley voltou ao Ceará e tem sido titular neste início de temporada. Pelo clube, além do campeonato estadual, tem pela frente a Copa do Brasil e a Série A do Brasileirão, uma competição que a equipe voltará a disputar depois de alguns anos na Segundona.

"Eu voltei para um lugar onde me sinto em casa. E vi também uma oportunidade de disputar uma Série A, onde tem uma grande visibilidade. Agradeço ao Ceará por mais uma oportunidade de vestir essa camisa", encerra o jogador, que também já defendeu Chapecoense, RB Brasil, Santa Cruz e Ferroviária-SP.

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