Ex-Flu crê em sucesso do "pai" Gattuso à frente do Milan: "Dá a vida pelo clube"

Léo Itaperuna, do São Bento-SP, jogou ao lado do técnico italiano na Suíça



Após passar pela Lazio e garantir vaga na final da Copa da Itália, o Milan tem, neste domingo, a chance de consolidar ainda mais a ótima fase que tem atravessado. Há 13 jogos sem perder, a equipe pega a rival Inter de Milão embalada sob o comando do técnico Gennaro Gattuso, histórico jogador do clube e um velho conhecido de um brasileiro: Léo Itaperuna.


Cria do Fluminense e atualmente no São Bento-SP, Léo jogou ao lado do polêmico e vitorioso ex-volante no Sion, da Suíça. O atacante conviveu com o campeão mundial pela seleção italiana durante uma temporada, em 2012/2013, e contou ao Blog De Primeira sobre a experiência de ter sido companheiro do técnico do Milan.


"O Gattuso foi uma das pessoas mais fantásticas que conheci. Tanto ele como a família dele. Um ser humano sensacional. Me orgulho de ter trabalho com ele e hoje ser seu amigo pessoal. Foi um pai para mim no futebol quando eu mais precisei. Apesar do seu jeito nervoso, é um cara de ótimo coração", conta o atacante de 28 anos.

O Sion foi, por sinal, o último clube da carreira de Gattuso como jogador, mas também foi o seu primeiro desafio como treinador, ainda na temporada 2012/2013. Depois, ele trabalhou no OFI, da Grécia, e no Pisa, da Itália, antes de assumir o comando técnico do Milan nesta temporada no lugar do demitido Vincenzo Montella.

Após um início irregular, Gattuso acertou a equipe. Tanto que o clube de Milão ganhou posições no Campeonato Italiano - atualmente é o sétimo colocado -, se classificou para a final da Copa da Itália contra a Juventus e vai pegar o Arsenal nas oitavas de final da Liga Europa.


Antigo companheiro do ex-volante, Léo Itaperuna crê que o italiano tem tudo para voltar a fazer história pelo Milan, onde conquistou todos os títulos possíveis como jogador.

"Ele já está dando certo. É um treinador que quer ganhar sempre e dá a vida e a alma pelo clube na beira do campo. Não tenho dúvidas que o Milan vai voltar a ser o que era antes. É só deixar ele trabalhar e implantar seu estilo de jogo", diz Léo.

IDA À EUROPA

Revelado pelo Fluminense na mesma geração de Tartá, Fernando Bob, Alan, Maicon, Fábio e Rafael, Léo Itaperuna teve poucas oportunidades nos profissionais e passou a rodar por equipes menores, como America-RJ, Cabofriense-RJ, Duque de Caxias-RJ e Arapongas-PR, antes de ser vendido ao Sion em 2012.

No tradicional clube da Suíça, viveu o melhor momento durante as quase cinco temporadas em que esteve por lá. 

"Vivi momentos felizes no Sion. Foi um clube que me abriu as portas no exterior. Tenho muito carinho por esse clube. O que mais me chamou a atenção é a forma de trabalho, a disciplina tática, o carinho e o respeito que eles têm pelos brasileiros. Apesar do clima muito frio, minha adaptação foi muito boa, consegui colher bons frutos por lá".


Léo deixou o Sion no fim da temporada 2016/2017 e se transferiu para o Aarau, da Segunda Divisão local. Nascido em Itaperuna, Região Noroeste Fluminense do Rio, o atacante não esconde o carinho pelo congelado país do Velho Continente. 

"Sem sombras de dúvidas a Suíça está entre os melhores países do mundo. É um lugar onde são muito corretos. Me impressionava muito a educação, o transporte público, a alimentação, a saúde. Minha filha nasceu lá. Além disso, ainda têm os Alpes Suíços, que são lindos. Quem um dia tiver a oportunidade, vale a pena conhecer. É um país que vale a pena conhecer pela história e cultura", relata o brasileiro.

AVENTURA NA ÁSIA

Durante a passagem no Sion, Léo Itaperuna ainda encarou empréstimos rápidos na Coreia do Sul e na China. No futebol sul-coreano, defendeu o Suwon Bluewings, da Primeira Divisão, e no chinês teve um curto período no JX Liansheng.


"No início, eu sofri muito nesses países. São lugares com costumes, alimentação e idiomas bem diferentes. Mas, com a ajuda da minha família, eu consegui me adaptar o mais rápido possível. Vivi bons momentos nesses países. Eles adoram o povo brasileiro. O bizarro mesmo era ir no mercado, banco, restaurante... Eles só me entendiam quando eu fazia mímica ou apontava o que eu queria. Mesmo assim, às vezes não conseguia me expressar", lembra.

Após a longa aventura no exterior, Léo Itaperuna retornou ao Brasil no fim do ano passado e acertou com o São Bento, clube recém-promovido à Série B do Campeonato Brasileiro. Pela equipe, disputa a elite do Paulistão e possui contrato até o fim da atual temporada.



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