Ex-Furacão se firma na Turquia e recorda vice do Mundial sub-20 em 2009: "Ficou uma frustração"

Cria do Atlético-PR, Renan Foguinho atualmente defende o Adanaspor


Já se passaram quase nove anos, mas 2009 ainda parece vivo na memória de alguns jogadores brasileiros que participaram do vice-campeonato mundial sub-20 daquela ocasião. Um deles trata-se de Renan Foguinho, criado nas categorias de base do Atlético-PR e que foi titular durante quase toda a campanha da equipe comandada pelo técnico Rogério Lourenço.

Atualmente no Adanaspor, da Turquia, o volante não esconde a frustração por não ter ficado com o título da competição. Afinal, mesmo contado com diversos nomes badalados, como Ganso, Giuliano, Alex Teixeira e Douglas Costa, o Brasil acabou perdendo a final para Gana nos pênaltis após empate sem gols no tempo normal.



"Nós tínhamos um grupo muito qualificado, com várias opções. Ficou uma frustração por não termos sidos campeões, pela qualidade que era indiscutível e por ter um jogador a mais desde o primeiro tempo e acabar perdendo nos pênaltis. Mas me sinto muito orgulhoso de ter sido escolhido para defender a Seleção em uma geração de grandes jogadores", conta Renan.

Durante a campanha naquele Mundial, disputado no Egito, Renan atuou em cinco partidas e formou a dupla de volantes com Souza, ex-Vasco, Grêmio, São Paulo e atualmente no Fenerbahçe. 

Apesar do vice-campeonato, o ex-atleticano não esconde o orgulho em ter vestido a camisa da Seleção ao lado de diversos jogadores que hoje brilham no futebol do exterior.



"Foi um momento muito especial para mim. É o reconhecimento profissional e um sonho de criança que se tornou realidade. Cada um seguiu o seu caminho, muitas coisas aconteceram na carreira de todos, mas sempre falo ou encontro com alguém. O mundo do futebol nos proporciona sempre reencontros e existia uma amizade muito bacana dentro do grupo. Isso levamos para a vida".

Após o Mundial, Renan Foguinho chegou a receber oportunidades com a camisa do Atlético-PR, mas não se firmou. Enfrentou empréstimos para Atlético-GO e XV de Piracicaba-SP e, em 2015, chegou ao Adanaspor, da Segunda Divisão turca.

"Como qualquer mudança, o começo foi bem difícil, mas logo me adaptei profissionalmente, e as coisas começaram a andar muito bem, tanto que no primeiro ano aqui já conquistei um título e um acesso. Sofri mais com os costumes e a culinária. Mas hoje eu vivo tranquilamente por aqui. O saldo é muito positivo, tenho conseguido manter uma regularidade de atuação nas três temporadas e estou feliz", diz.



Nesta atual temporada europeia, o Adanaspor ocupa a décima segunda colocação do campeonato nacional. Com mais um ano de contrato pela frente, Renan não descarta, no entanto, uma mudança de clube no futuro. 

"Eu tenho contrato de mais uma temporada. Mas, no futebol, tudo muda muito rápido e temos que estar sempre abertos a novos desafios. Não existe um grande sonho para a carreira. Eu tenho alguns objetivos ainda a serem alcançados e pretendo conseguir. Sempre existe a vontade de voltar a jogar no Brasil, é o meu país, onde estão a família e amigos, mas tenho contrato aqui e no futebol é difícil fazer previsões de quando e para onde vamos, mas a vontade sempre vai existir".

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