Ídolo de Portugal, Maniche vê Brasil como favorito na Rússia: "Muita qualidade"

Ex-volante bate papo exclusivo com o De Primeira sobre a Copa do Mundo


No currículo, passagens por gigantes europeus, título de Champions League e muita história com a seleção de Portugal. Esse é Maniche, ex-volante que atendeu, por telefone, o Blog De Primeira com exclusividade para falar sobre a Copa do Mundo da Rússia.

Aos 40 anos, o ex-jogador, que disputou a Eurocopa de 2004 e a Copa do Mundo da Alemanha em 2006 como titular, elegeu o seu grande favorito para ficar com o caneco da competição, que está em sua reta final. 

"Diria que o Brasil é o principal favorito, pela sua história. É a única seleção que nunca ficou de fora, já ganhou por cinco vezes, garantiu a classificação com quatro jogos de antecedência. Tem novos rostos, mas com muita qualidade. Tem jogadores que fazem a diferença em qualquer seleção, em qualquer equipe do mundo. É, no meu ponto de vista, o principal candidato ao título pelos jogadores que tem, pela história", destaca o português, que elogiou o talento individual do Brasil e o técnico Tite. 


"O Brasil tem Neymar, Coutinho, Gabriel Jesus, Willian, Fernandinho, Paulinho, Casimiro, Marcelo, Alisson, Ederson, Taison, Firmino, enfim. Jogadores que fazem a diferença e tem também um excelente técnico. Nota-se que os jogadores estão com ele, nota-se a alegria, o espírito de grupo jovem, mas com responsabilidade. Existe uma cumplicidade do selecionador com a Seleção. Obviamente tem a responsabilidade em levar o nome do seu país ao mais alto possível e o mais alto possível é com a conquista da Copa".

Maniche ainda afirmou que o Brasil desenvolve um futebol melhor sem a pressão de ter que jogar em casa, como aconteceu na Copa do Mundo de 2014. Algo, aliás, vivido por ele na Eurocopa de 2004, quando os portugueses foram os anfitriões da competição continental.

Na ocasião, Portugal perdeu, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o título para a surpreendente Grécia na decisão. Durante o europeu daquele ano, por sinal, Maniche viveu um dos pontos altos da carreira, quando marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Holanda no Estádio José Alvalade na semifinal.


"Fora do Brasil, prevejo que seja melhor para os jogadores brasileiros. A eficiência é sempre a mesma, mas jogando no Brasil a responsabilidade aumenta mais. Acho que jogando na Rússia, eles podem ter mais criatividade, habilidade, velocidade no seu jogo", destaca o ex-jogador. 

Aposentado dos gramados desde 2011, Maniche construiu a carreira por diversos gigantes europeus na década passada. Foi campeão da antiga Copa Uefa (2002/2003), da Champions League (2003/2004) e do Mundial de Clubes (2004) pelo Porto sob o comando de José Mourinho e ainda somou títulos por Chelsea e Inter de Milão. Além disso, ainda vestiu as camisas de Benfica, Dínamo Moscou, Atlético de Madrid, Colônia e Sporting.

Maniche, aliás, por pouco não ficou ainda mais marcado na história da seleção portuguesa. Em 2006, ainda sob o comando de Felipão e ao lado de craques como Figo, Deco e Cristiano Ronaldo, participou da campanha que levou o país às semifinais do Mundial da Alemanha. 


Portugal foi eliminado após uma derrota por 1 a 0 para a França e acabou na quarta colocação geral - o melhor desempenho do país na Copa desde 1966. Antes disso, tinha passado mais uma vez pela Holanda com um gol de Maniche na oitavas de final (vitória por 1 a 0) e batido a Inglaterra nas quartas. 

Mesmo após 12 anos da eliminação, o ex-volante ainda lamenta as chances perdidas contra os franceses e por não ter tido a oportunidade de jogar uma inédita final da Copa do Mundo para o país.

"Sempre recordamos, porque foi um jogo que perdemos por 1 a 0 com um gol de pênalti. Falhamos alguns gols, não merecíamos ficar em quarto lugar. Merecíamos ir à final. Tivemos o controle do jogo, mas não conseguimos superar a França, que tinha o Vieira, Zidane, Makélélé, Barthez, Henry, Trezeguet, grande jogadores que é sempre bom de recordar", encerra.

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