Ídolo nos Emirados Árabes, Fábio Lima projeta volta ao Brasil e sonha com a Seleção

Atacante brasileiro tem brilhado pelo Al Wasl nos últimos quatro anos


São quatro temporadas completas nos Emirados Árabes e uma impressionante média: 104 gols feitos em 138 jogos oficiais com a camisa do Al Wasl. Fábio Lima virou, há tempos, ídolo no clube que defende desde 2014 e ainda não pensa em sair do país.

"Já estou nos Emirados Árabes há quatro anos e estou muito feliz. Tenho mais quatro anos de contrato no Al Wasl e espero continuar alguns anos por aqui", conta o camisa 10 do time.

Maior artilheiro estrangeiro da história do Al Wasl, o meia brasileiro bateu um papo com o Blog De Primeira e revelou os planos para o futuro. O jogador de 25 anos projeta retornar ao Brasil em breve para ir em busca de um antigo sonho: vestir a camisa da seleção brasileira.

"Gostaria de voltar a jogar no Brasil, sim. Tenho 25 anos e daqui a uns quatro ou cinco anos, quando acabará meu contrato, gostaria de voltar a vestir a camisa de um grande clube brasileiro. Tentar ganhar um título importante no meu país e ser convocado para a Seleção são coisas que passam pela minha cabeça e sei que tenho potencial para isso. Pretendo voltar, mas não agora, pois estou muito focado nos objetivos aqui nos Emirados Árabes", afirma.


Natural da Paraíba, Fábio Lima rodou por alguns clubes brasileiros antes de chegar ao Oriente Médio: Icasa, São Paulo e Vasco. Em 2014, após se destacar pelo Atlético-GO, acabou negociado com o Al Wasl e iniciou a sua trajetória no exterior.

Na última temporada, foi eleito o melhor jogador estrangeiro do país - prêmio que já havia sido indicado outras três vezes. Aliás, é o grande astro da equipe ao lado do brasileiro Caio Canedo, ex-Botafogo e que também já bateu um papo com o Blog De Primeira recentemente. 

Além deles, outros dois brasileiros fazem parte do elenco do Al Wasl: Ronaldo Mendes, ex-Santos, e Lima, que está emprestado pelo Grêmio.

"Fizemos ótimas temporadas e falta apenas conquistarmos um título para coroar todo o trabalho que temos feito, entrando de vez para a história do cube. Não sei se me tornei ídolo, mas o torcedor me trata com muito carinho e respeito. Espero retribuir tudo isso e ser lembrado pelas coisas boas que fiz aqui", diz Fábio.


Com a média elevada de gols e cheio de moral no país, o meia brasileiro teve o contrato renovado recentemente até junho de 2022. Apesar do desejo em atuar na Europa, Fábio admite que voltar ao Brasil pode ser o melhor caminho para vestir a camisa da seleção brasileira pela primeira vezes.

"Espero continuar fazendo ótimas temporadas como tenho feito, mas a gente sabe que o futebol é muito dinâmico. Como todo jogador, gostaria de jogar na Europa, mas não sei se terei essa oportunidade. Meu foco no momento é os Emirados Árabes e, no futuro, pretendo voltar ao Brasil para fazer uns dois ou três anos de boas temporadas para, quem sabe, poder vestir a camisa da Seleção", garante.

A VIDA NOS EMIRADOS

Hoje adaptado ao país, Fábio Lima contou algumas dificuldades que teve e ainda tem durante a moradia por lá.

"Nesses quatro anos que estou aqui, as histórias mais engraçadas são em relação ao idioma. Às vezes você pede uma comida e vem outra, pede uma bebida e vem outra. A gente acaba dando risada de tudo isso. As mais inusitadas, pelo menos no início, foram as questões culturais deles, como por exemplo comer usando as mãos e não talheres, que é comum aqui, mas atualmente já nos acostumamos com todas as diferenças da cultura", relata. 


Ao longo dos últimos anos, diversos brasileiros afirmaram que receberam "mimos" de luxo dos clubes após títulos ou gols importantes no Oriente Médio. Fábio Lima confirmou que de fato as histórias acontecem por lá, mas diz que nunca recebeu nenhum presente curioso de um sheik. 

"Realmente eles tem o hábito de dar presentes, especialmente quando ganhamos um clássico ou chegamos a uma final ou semifinal, por exemplo, mas nada fora do normal. Geralmente é um perfume, uma blusa ou, em casos especiais, um celular. Ouço histórias de que já deram carro ou outras coisas de maior valor, mas eu particularmente nunca recebi", encerra.

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