Ídolo no Feyenoord, Eric Botteghin projeta volta ao Brasil: "Imagino sempre"

Zagueiro de 31 anos está no futebol holandês desde 2006

Por Blog De Primeira

Já são 13 temporadas na Europa, seis títulos por lá e a idolatria no Feyenoord, um dos clubes mais tradicionais o mundo. Toda a história de Eric Botteghin foi feita na Holanda, mas o zagueiro de 31 anos ainda espera, em breve, construir um capítulo na sua terra natal. 

Em entrevista exclusiva ao Blog De Primeira, o defensor revelou o desejo de retornar ao Brasil, onde nunca chegou a atuar profissionalmente - na base, passou por Palmeiras, Grêmio Prudente e Internacional. Atualmente, o brasileiro possui contrato com o Feyenoord até junho de 2020.

"Imagino sempre como seria jogar no Brasil, perto da família e dos amigos. Aparecendo um projeto bacana, quem sabe no futuro", disse. 


Eric Botteghin chegou à Holanda na temporada 2006/2007 para defender o modesto Zwolle. Permaneceu no clube até 2011, quando transferiu-se ao NAC Breda e, em 2013, passou vestir a camisa do Groningen. Em 2015, recebeu a sua grande oportunidade: foi contratado pelo tradicionalíssimo Feyenoord, campeão da Champions League na temporada 1969/1970, do Mundial de Clubes (1970), bicampeão da antiga Copa da Uefa (1974 e 2002) e 15 vezes vencedor do Campeonato Holandês. 

O brasileiro, aliás, chegou com a missão de ajudar o clube a voltar a vencer a Eredivisie, competição que não conquistava desde a temporada 1998/1999. E, sob o comando do técnico Giovanni van Bronckhorst, a equipe de Rotterdam, fundada em 1908, ficou com o título da competição. 

"Difícil destacar um momento daquela conquista, pois foi um ano muito intenso. Lideramos o campeonato desde a primeira rodada, e a pressão era muito grande pelo tempo sem títulos. Então, aproveitei cada minuto. O último jogo e a festa não saem da minha cabeça", lembra. 


Naquela conquista, Eric Botteghin foi titular durante toda a campanha e eleito o segundo melhor jogador do campeonato por um jornal local.

Era um dos pilares da equipe, que era liderada dentro de campo pelo holandês Dirk Kuyt, atacante que disputou três Copas do Mundo e se aposentou após aquele título nacional do Feyenoord. Botteghin, inclusive, revelou como foi atuar ao lado do ex-craque holandês e também com Robin van Persie, que retornou ao clube na temporada passada. 

"É muito legal dividir vestiário com jogadores desse nível. A minha relação com eles sempre foi muito boa. Me dou muito bem com os dois. Ambos falaram muito bem da Copa do Mundo que jogaram no Brasil. Segundo eles, o melhor lugar que já disputaram uma Copa", conta. 


Pelo Feyenoord, Eric Botteghin venceu outros quatro títulos: duas Copas da Holanda e duas Supercopas do país. Feitos que lhe renderam a idolatria do torcedor do clube. 

"A minha identidade com o clube se deu por eu ser um jogador de muita entrega e luta. Eu acho que também pelos títulos que ganhamos nos últimos anos", afirma o brasileiro. 

Com as raízes criadas no país europeu, Eric ainda revelou que já tem um pouco do sangue holandês.

"Pode-se dizer que sim, por eu já estar adaptado e pelo tempo e o carinho que eu tenho pelo país. Mas, claro, que sou brasileiro com muito orgulho. As pessoas me receberam muito bem aqui, fiz amizades por onde passei e a qualidade de vida aqui é muito boa. Gosto muito de morar aqui na Holanda", encerra.

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