Ex-Avaí e Grêmio, Lucas Lovat encara frio da Eslováquia: "Complicado treinar e jogar"

Lateral-esquerdo de 22 anos chegou recentemente ao Spartak Trnava


Após o fim do contrato com o Avaí em dezembro de 2018, Lucas Lovat decidiu se aventurar. O destino? A Eslováquia. O lateral-esquerdo de 22 anos, que também já passou pelo Grêmio, foi contratado pelo Spartak Trnava, atual campeão da primeira divisão local.

Em entrevista ao De Primeira, Lucas contou como tem sido esse início de desafio na Eslováquia, certamente um dos países com um dos invernos mais rigorosos da Europa.

"Meu primeiro jogo amistoso pelo Spartak Trnava foi com -8°C graus. O frio é intenso e é complicado para treinar e jogar também. No início foi muito difícil, até pela questão de adaptação, a língua do país e a comunicação com os atletas. Mas após a adaptação, a visão que eu tenho do clube e do país é muito positiva", disse.

Lucas Lovat deixou o Avaí no ano passado após não ter chegado a um acordo para renovar o contrato. Fez apenas sete partidas durante a temporada e optou por continuar a carreira longe do Brasil.


"Surgiram muitas oportunidades no final de 2018. Alguns clubes brasileiros tentaram a minha contratação e, no meio dessas especulações, havia essa possibilidade de ir para a Europa. Fiquei feliz com a oportunidade e aceitei o desafio. O futebol eslovaco é um futebol de muita força, técnica e organização tática. A estrutura é muito boa, principalmente a organização", conta.

A primeira oportunidade do brasileiro na Europa veio num time tradicional da Eslováquia. O Spartak Trnava foi fundado em 1923 e chegou a vencer cinco vezes a liga da extinta Tchecoslováquia.

Nesta temporada, o clube participou da fase de grupos da Liga Europa ao lado de Anderlecht, Fenerbahçe e Dinamo Zagreb. A equipe acabou ficando na terceira colocação, com sete pontos.

O Spartak tem a sede na cidade de Trnava, conhecida como a "Roma Eslovaca".


"A Eslováquia é um país muito bonito. A cidade que eu moro chama-se Trnava. O que mais me chamou a atenção na cidade é o fanatismo dos torcedores, que estão sempre apoiando e torcendo pelo time, uma bela torcida", afirma o brasileiro, que tem passado um sufoco com a língua local.

"No táxi, a maioria dos taxistas não fala inglês. Então é engraçada a comunicação, uma mistura de mimica com algumas palavras em eslovaco".

Até o momento, Lucas Lovat soma duas partidas desde que foi contratado e garante que a ideia é continuar no Velho Continente por muito tempo.

"Meu plano é ficar na Europa por alguns anos se tudo der certo. Estou feliz aqui. Vamos ver o que Deus reserva para o meu futuro", encerra.

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