Ex-Ceará, Eduardo Mancha vê evolução no futebol em Malta: "Bem competitivo"

Brasileiro de 23 anos defende o Birkirkara


Por Lucas D'Assumpção e Mateus Marinho

Malta tem sido, cada vez mais, a porta de entrada para muitos jogadores brasileiros na Europa. É, por exemplo, o caso do zagueiro Eduardo Mancha, que defende o Birkirkara desde 2018.

“Cheguei aqui em Malta no verão, então me adaptei rápido, pois não é muito diferente do verão brasileiro. O país mesmo sendo pequeno é muito bonito, tem praias bonitas e o futebol aqui é bem competitivo. Como podem jogar sete estrangeiros em cada time, o nível da competição sobe bastante”, disse o jogador de 23 anos ao De Primeira.

Uma das maiores dificuldades quando se chega a um novo país é a língua. E justamente o idioma foi o maior “empecilho” do Mancha.

“Logo que cheguei eu não falava inglês. Então, saía com o celular para traduzir tudo. Mas agora, graças a Deus, já consigo me virar. Outra coisa é que no começo foi difícil de me acostumar é que aqui você dirige no lado contrário, é bem diferente”, contou.


A  BOV Premier League é o nível mais alto da liga de futebol em Malta. O campeonato foi disputado pela primeira vez em 1909. A equipe do zagueiro brasileiro venceu a primeira divisão em quatro oportunidades - a última vez foi em 2012/2013. Na atual temporada, o clube está na sexta posição.

“Nesta temporada ficou um pouco mais difícil, empatamos dois jogos que poderíamos ter vencido e caímos na tabela. Dificultou, mas ainda temos chance, basta acreditar”, afirmou.

O Birkirkara foi fundado em 1916. Salvu Troisi, um famoso jogador da cidade de Msida, criou o clube. O Birkirkara junto com o Birkirkara Celtic se uniram e formou atual Birkirkara Football Club, que carrega o nome da maior cidade de Malta.

“O Birkirkara é um dos grandes times aqui de Malta, além de ser a maior cidade do país. Os torcedores são fanáticos e vivem demonstrando o amor pelo clube, principalmente os torcedores mais antigos. É um clube de tradição e sempre briga para ser campeão”, relata Mancha.

Por se tratar de um país pequeno, de acordo com o Mancha, os estádios não lotam tanto como em países mais tradicionais no futebol.


“Claro que por ser um país pequeno não lota os estádios como no Brasil. Mas o torcedor apoia bastante, tem torcida organizada como no Brasil, é bem legal. A maioria dos jogos são televisionados, e o futebol tem muito espaço na mídia”, explicou.

Com base no desempenho da liga, existem três vagas para a entrada em competições organizadas pela UEFA. Vencedores do campeonato são inseridos na primeira rodada da qualificação da Liga dos Campeões. O vice-campeão e o terceiro lugar entram nos playoffs da Liga Europa. As duas últimas equipes são rebaixadas.

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