Títulos na Arábia, frustração com o Coxa e os planos como técnico: um bate-papo com Tcheco

Ex-jogador procura clube para dar seguimento à carreira como treinador



Por Anthony Tezza

Aos 42 anos, Tcheco procura um novo desafio. O ex-jogador está sem clube desde a saída do Coritiba no fim de 2018, quando acabou desligado depois de uma rápida experiência como técnico do Coxa.

Em busca de uma nova oportunidade na carreira fora dos gramados, ele tem se preparado para a nova função e bateu um papo com o De Primeira.

"Acabei de tirar a Licença B da CBF agora. Pretendo terminar a Licença A em seguida. Já tenho seis anos de experiência como auxiliar. Um deles especial, quando o Paraná teve acesso à Série A, e um ano como treinador do sub-23, que me deu muita bagagem. Para entrar nesse mercado de treinadores é pouco, por isso quero ter um começo de carreira em clubes menores, que eu possa ter um pouco mais de trabalho para ter conhecimento no futuro", disse ele, que ainda criticou o nível do futebol atualmente.

"Hoje em dia o futebol está muito robotizado. Uma das situações que eu enxergo é de deixar mais à vontade os jogadores, sempre com responsabilidade. Acredito que você consegue associar a responsabilidade e jogar com prazer ao mesmo tempo".


Tcheco, aliás, não escondeu certa frustração com o seu ex-clube, onde fez história como jogador. Após ser efetivado como técnico do Coritiba durante a Série B de 2018, ele acabou desligado em novembro.

"Realmente eu saí triste. Gosto muito do clube, mas fiquei desapontado. Mas são coisas que acontecem. Nos resta torcer para que volte a ser forte no cenário brasileiro. Todos os clubes passam por uma situação financeira ruim e não é diferente com o Coritiba. O clube não tem um planejamento definido, não tem um norte a ser seguido e isso atrapalha muito. Aconteceram outras situações que não vêm ao caso, mas um planejamento seria fundamental para dar o primeiro passo. Fico na torcida sempre, independente de qualquer coisa, porque é um clube onde tenho história", lamenta.

Ao longo da carreira, Tcheco também marcou história no Grêmio, onde virou ídolo. O ex-jogador conta que acompanha o Tricolor Gaúcho e aprovou as contratações do clube para essa temporada.


"Acompanho na medida do possível, principalmente na Libertadores. O Grêmio, pela tradição que tem, sempre irá contratar jogadores no mínimo interessantes. O Tardelli e o Vizeu são jogadores que são difíceis de encontrar na posição, e o Grêmio foi feliz em contrata-lós", afirma.

Outro clube marcante na carreira de Tcheco foi o Al Ittihad, da Arábia Saudita, onde atualmente atua um outro ex-jogador do Grêmio: Marcelo Grohe. Pelo clube árabe, o ex-meia venceu duas vezes a Champions da Ásia e se tornou um ícone no país.

"Os títulos que escaparam no Grêmio eu ganhei lá. Foram duas Champions League da Ásia seguidas. É o único clube que tem esse feito seguido. Se trata de um clube grande, de torcida do povo, um povo que gosta muito de futebol. Tanto é que é o futebol mais forte do mundo árabe. Morar lá foi uma experiência fora do comum. Você tem que respeitar e entender as leis do país, leis religiosas e procurar entender a cultura deles, que é totalmente diferente da nossa. Mas é um povo acolhedor, que gosta muito de brasileiros e, como todos sabem, um povo muito religioso, que eu aprendi a admirar", encerrou.

Comentários